domingo, 16 de outubro de 2011

4ª Etapa - Pontevedra a Santiago de Compostela

Boas!
Para esta etapa levantámo-nos cedo (6 horas) e fomos logo à procura de um café para tomar o pequeno-almoço. Reforçámos bem o estômago e dirigimo-nos à igreja que se situa na praça principal de Pontevedra, na zona da BOA para colocar o primeiro carimbo e para nos despedirmo-nos desta bela cidade.

Não sei precisar o tempo, mas foi rápida a corrida de Pontevedra a Caldas de Reis, parámos lá apenas para carimbar as credenciais e arrancámos de imediato para Padrón. Cruzámos-nos com  muitos peregrinos, passámos pela escola que deseja um bom caminho em várias línguas e, ao chegar à dita vila, achei-a diferente. Na última visita as árvores estavam ainda despidas e agora, em pleno Outubro, as ditas árvores estão cobertas de folhagem. É um Outubro diferente, estamos ainda no Verão, daí a minha estranheza!!
Fomos ao bodegón "O Carro" (passe a publicidade) e alguns de nós pediram os famosos pimentos de Padrón e, para espanto meu, eram pequeninos mas muitos saborosos e picantes. O Chico que o diga ehehehe ficou vermelho, vermelhão... tipo a música da Fáfá de Belém. 
Depois dos pimentos, bocadillos de jámon serrano e tortillas que constituíram o nosso almoço, fomos ao Albergue Municipal, para os estreantes do caminho irem conhecer o albergue mais bonito deste Caminho Português. Tenho quase a certeza que a opinião deles foi a mesma que a minha.

Retomámos o caminho, já faltava pouco para Santiago, talvez uns 20 quilómetros e, para variar, o nosso amigo Beto teve o seu 2º furo. A sorte é que perto do "local do crime", havia um pequeno circuito de exercícios e um dos aparelhos, se assim posso chamar, serviu de suporte para a bike e facilitou a reparação
Ao  passar o Miladoiro e ao chegar à central eléctrica, quis apreciar o olhar dos meus companheiros ao avistarem já Santiago de Compostela à distância. Era um olhar único de satisfação e conquista deste primeiro objectivo. Faltavam apenas quatro quilómetros, e à nossa frente tínhamos uma bela descida, mas havia muito vento, o que a estragou.

Ao entrar na cidade, os dois que iam mais à frente perderam as setas e o grupo separou-se devido à excitação de querer chegar primeiro à Catedral, penso que tenha sido isso, não vejo outra explicação. Pouco depois o grupo voltou a encontrar-se porque os dois elementos deixaram de ver as tais setas amarelas, e assim conseguimos chegar todos ao mesmo tempo à praça da catedral de Santiago de Compostela. Na praça de Obradoiro tirámos as fotos da praxe, e eu até eu tirei uma foto de cabeça para o ar, a vista da catedral com uma perspectiva diferente!

O objectivo seguinte foi a Oficina do peregrino para receber a Compostelana e de imediato fomos à procura do Seminário Menor para poder descansar e tomar um rico banho.

Para ver as fotos, clique em - Pontevedra - Santiago de Compostela


sábado, 15 de outubro de 2011

3ª Etapa - Valença a Pontevedra

Boas!
Neste 3º dia tínhamos uma das etapas mais difíceis, havia muita subida e trilhos que necessitavam alguma perícia para transpô-los e o desgaste da etapa anterior não ajudava nada. Agora que o grupo estava completo, e eu estava curiosíssimo  com o andamento nossa amiga! (Fiquei boquiaberto, a descer não pensa, desce!! :) )

Levantámo-nos cedo para não se notar a diferença horária (+1h) e reforçamo-nos bem antes de abandonar terras lusas e entrar em território espanhol. Logo ao passar a Ponte que separa Valença de Tuí tivemos uma boa subida que nos levava à catedral de Tuí. Já se notava bem a diferença no caminho, a sinalética não era tão boa como a do caminho em Portugal, mas deixando as idiotices de patriotismo, todo o caminho é importante, tanto num  lado ou noutro, whatever.

Ao entrar numa zona de vinhais, o Beto tem o primeiro problema técnico da sua conta pessoal: um furo no pneu de trás, o que nos obrigou ir à procura de uma loja-Oficina de bikes para reparar esse grande problema. Ao entrarmos em Porriño, o Beto encontrou a nossa salvação - Tramo Libre. Digo "nossa" porque eu e o Filipe também precisámos de afinar as mudanças. Foi essencial esta paragem e era impossível prosseguir com as bikes naquele estado.

Câmaras de ar compradas, bikes afinadas e prontas para continuar a rolar. A subida dos caballeros estava à nossa espera em Mós e moeu mesmo... a todos! Depois de subir tudo o que havia para subir, mais uma foto da praxe e veio a bonança, mais uma bela descida que me fez gastar  as pastilhas de trás.

Ao chegar a Redondela, estávamos famintos e logo nos instalámos numa esplanada à frente do albergue do peregrino. Mais uma vez, encontramos outro grupo de peregrinos e para nosso espanto, eram todos tugas, tudo do distrito do Porto, dos quais se destacaram a menina dos Likes e o  Shrek. 

Prosseguindo com a nossa viagem e desejando um bom caminho, começámos, para não estranhar, a subir! Quando entrámos em zona de terra, esperava-nos uma longa e bela descida até à Nacional. No meio do trilho havia uma armação de madeira com uma dezenas de vieiras presas em cordas, fez-me lembrar uma teia de aranha, onde as presas eram as vieiras, e com imensas mensagens escritas na madeira. Um monumento único e em homenagem aos milhares de peregrinos que correm este caminho.

Ao percorrer um par de quilómetros, chegámos por fim à Ponte de Sampaio, imagem escolhida por mim para ficar no fundo do nosso dorsal, e foi tirada a foto da praxe. Continuando, entrámos num dos trilhos mais técnicos do caminho, a calçada romana. Foi duro, mas chegámos lá acima com uma enorme satisfação de mais uma conquista.

Ao chegar a Pontevedra, tinha uma preocupação em mente, o Albergue. É que em Espanha, o peregrino que vai a pé tem prioridade sobre quem vai de bicicleta, e ao chegar ao dito albergue fiquei preocupado, mas foi só falso alarme. A senhora que nos atendeu disse para esperar um pouco e fez-nos logo o registo e fiquei muito mais calmo.

Enfim podemos finalmente arrumar as coisas, tomar um bom banho e passear um pouco pela bela cidade de Pontevedra, escolher o local ideal para jantar e desfrutar a companhia dos elementos do pedal.

Para ver as fotos, clique em - Valença do Minho - Pontevedra

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

2ª Etapa - Barcelos a Valença do Minho

Bem, a 2ª etapa seria mais dura... Saímos de Barcelos por volta das 08horas, já com o grande pequeno-almoço na barriga, e tínhamos tomado uma decisão: ir de Barcelos, passar por Ponte de Lima, enfrentar a temível Labruja e rolar por Rubiães até Valença do Minho.
No inicio do caminho apanhámos alguma estrada, como era de esperar, mas logo entrámos em trilhos já com sinaléticas do caminho de Santiago. Para contentamento de alguns, estávamos oficialmente a fazer o dito caminho. Efectuámos algumas paragens para as fotos da praxe, e rápido chegámos à Vila de Ponte de Lima, Vila essa com uma arquitectura medieval e banhada pelo rio Lima. Fizemos algumas paragens, posámos junto aos legionários lá "acampados" e fomos tomar um suminho de cevada junto ao Albergue dos Peregrinos. Desgraçados os que chegassem mais cedo, só podiam entrar depois das 17horas.
Retomámos o caminho e, ao avistarmos a tabuleta do Rio Labruja, sabíamos que estaríamos perto da famosa subida. Ao passar por baixo da autoestrada tivemos um cheirinho daquilo que nos esperava, uma subidinha um pouco íngreme que, com a temperatura alta que já se instalava, também não ajudava muito. Entretanto, chegámos a uma mercearia conhecida por ser o único local antes de se dar inicio à dita subida. Ao princípio, julgo que todos nós pensávamos que a subida era contínua e longa, mas nunca me passou pela cabeça que fosse tão difícil, e com um erro primário como não encher o camelbak por completo, fiquei sem fôlego no meio da subida e com muita sede. Ao chegar ao cruzeiro, pensámos que já tínhamos acabado com o martírio mas  enganamo-nos redondamente porque ainda havia a outra metade. Ao superar esta longa subida tivemos a recompensa de uma vista espectacular e de um tanque que transbordava água fresquinha, descoberto pelo Beto, junto do qual havia uma maceira, que bem que soube. Depois vinha a bonança, pensávamos nós, mas seguiu-se uma bela descida com algum grau de dificuldade. O Chico teve o primeiro furo do caminho e o Filipe quase que perdeu o saco-cama. 
Um dos principais objectivos desta etapa era chegar primeiro que o último elemento da viagem, que se ia juntar a nós em Valença, a Diana. A Diana veio a revelar-se uma surpresa nas descidas, se quiserem dar-lhe uma bike de downhill, ela manda-se sem pensar, insane!
Agora sim, o grupo estava completo...

Para ver as fotos, clique em: Barcelos - Valença do Minho

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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

1ª Etapa - Porto a Barcelos

Boas, companheiros do Pedal
Domingo - 02 de Outubro de 2011, eu e o Beto fomos no último comboio de Lisboa para a cidade Invicta. Mal que chegámos fomos logo montar as nossas máquinas, mas deparamos com um pequeno problema, é que a estação iria fechar e tínhamos que ir para outro lugar. 
Existe lugar mais seguro que a esquadra da policia? Foi isso que pensei e logo rumámos à descoberta da dita esquadra. Ao encontrá-la, fui falar com o agente de serviço. O primeiro carimbo nas nossas credencias foi deles, não faziam a mínima ideia da existência da credencial mas ao menos, já tinham ouvido falar nos caminhos de Santiago. Às 07horas tínhamos de estar na estação de São Bento, para conhecer os outros membros de viagem, foi uma aventura e tanto, mas valeu a pena. 
Apresentações à parte, metemos-nos a caminho de Barcelos, que seria a primeira etapa. Só eu e o Beto é que sabíamos como andávamos e era uma incógnita o andamento do Chico e do Filipe.
Perdemos imenso tempo porque alguém se esqueceu do saco-cama em Lisboa, EU! Fomos a uma Sportzone e logo ficou resolvido o problema.
Esta primeira etapa serviu mais para testar as nossas bikes com os alforges e ver como é que o grupo andava.

A Etapa seguinte seria mais dura e no meio tinha a temida e famosa subida da Labruja, com destino final Valença do Minho.

Para ver as fotos, clique em - Porto - Barcelos

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domingo, 2 de outubro de 2011

21H30 - Partida

Boas companheiros do pedal,
Às 20h50 tenho de estar na estação de Stª Apolónia para me encontrar com Beto. As bikes já estão desmontadas, bagagem no ombro e o nosso comboio à vista, com destino à cidade do Porto, com chegada prevista à cidade Invicta às 00h40 do dia 03 de Outubro.
Mal que se chegue à terra das francesinhas, vamos preparar as nossas montadas e afiná-las a 99%, e  depois é só esperar pelas 07 horas, hora estabelecida para o encontro com os restantes companheiros de viagem.
A bagagem espero que não esteja muito pesada, mas contém o essencial para 7 dias de viagem.
Deixo-vos um cheirinho da minha bagagem, ehehe

Material para o reumático 

Alforge

Mula desmontada 

Ultreia et sus eia


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tá Quase, Santiago!

Boas,
Estamos a pouco mais de uma semana de começar a nossa epopéia, e confesso que estou com alguma ansiedade à mistura. Os preparativos são uma constante. Arrumar bem o Alforge, de maneira que caiba tudo e que dê para ter acesso ao que for, sem ter que desarrumar a bagagem toda.

No início éramos apenas dois, neste momento somos cinco. Vai ser um grande desafio, apenas eu e o Beto sabemos como nós andamos, e os restantes elementos são uma incógnita. O Filipe é de Vale de Cambra, foi o terceiro elemento a juntar-se aos Cavaleiros, a Diana é de Aveiro, foi a quarta a dar a sua confirmação e por fim o Chico é de Espinho.

Estou confiante que o caminho vai ser um sucesso, mas também sei que vai haver muita dificuldade para transpor todos obstáculos. Penso que a primeira etapa vai ser a mais fácil. Estamos todos frescos e com muita vontade.

Por alguns relatos, soube que está primeira etapa que faz a ligação do Porto a Barcelos tem muita estrada, o que ajuda bastante. As restantes etapas vão ser todas transpostas com muita vontade e boa disposição, disso tenho a certeza. 


Albergues, a nossa primeira paragem vai ser em Barcelos, e com ajuda do nosso amigo José Figueiredo dos Amigos da Montanha, já temos 5 vagas à nossa espera no Albergue de Barcelinhos, o que nos dá um maior confiança nesta 1ª etapa.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Passeio EB

Boas companheiros do pedal
Este passeio foi organizado pelos OS METRALHAS BTT, foi a prenda da nossa Amiga Ema, pelos 27 aninhos feitos no dia 22 de Julho... A volta começou junto à sede dos Metralhas no Lumiar, e com o rumo definido para Monsanto. Ao chegar a Monsanto, vi deduzi logo que ia-mos fazer uma longa subida e assim o foi, havia muita raiz solta o que dificultou um pouco na sua transposição, mas nada que não se faça. Um grupo muito bem disposto e com imensa garra nos trilhos impostos pelo líder da volta.
Em Monsanto para quem não sabe só se sobe ou se desce... ...imaginei só como foi a voltinha!!!
Para terem a mínima noção que foi a volta, basta clicares no link que se encontra em baixo, e desfruta como nós desfrutámos na primeira pessoa... ehehe


sexta-feira, 15 de julho de 2011

Dorsal - Porto [a] Finisterra

Falta menos de um Mês o para o inicio do Caminho de Santiago Compostela a Finisterra, com passagem em Múxia.

Aqui vos deixo os DORSAIS que foram feitos exclusivamente para a nossa epopeia.











Designação do DORSAL:

Foto de fundo -  Ponte Sampaio, entre Redondela e Pontevedra;
Lado Esquerdo: as 7 etapas a realizar;
Logo do Grupo de Btt - Cavaleiros do Pedal;
Boneco do Xacobeo;
Inicio do Caminho - Seta - Destino
Vieira da peregrinação, com o cajado e a cabaça.


Saudações BTTISTAS!!

domingo, 10 de julho de 2011

Passeio Palmela - Track Gps

Boas, companheiros do pedal!
Ontem fomos para Palmela fazer um passeio através de GPS, fornecido por um dos elementos d'OS PEDALEIROS DA ARRÁBIDA. Havia dois tracks à disposição, um de 120km e outro de 70km, nós fomos no de 70.
Começámos por subir a Cobra para o Castelo, uma volta para todos os gostos, muita subida e descida. Havia muitos trilhos que era necessária alguma técnica para os transpor. Os amantes do downhill iriam gostar destas descidas, ou o pessoal que é meio louco que nas descidas não usa travões. No meu caso é diferente, se não houver confiança nas descidas, travo até gastar as pastilhas.
Sinceramente, pensei que estava preparado para um passeio destes, mas enganei-me. Já no final tive muita dificuldade, inúmeras cãibras e até tive de parar porque as dores eram muitas. Nunca tinha tido cãibras nas coxas, e digo-vos que é bem pior que nos gémeos, parece que nunca pára, whatever!!!!
Agora deixo-vos um cheirinho do que se passou...




Saudações BTTISTAS!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Park Nações 19.06.11

Mais uma manhã de domingo, o dia prometia algum calor... e eis o resultado do nosso passeio.


Saudações BTTISTAS!

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