sexta-feira, 20 de maio de 2016

DIA 1 - ALCOUTIM / VAQUEIROS

Boas companheiros/as do pedal

Dia 6 Maio 2016

Mapa da Via Algarviana
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A Via Algarviana está dividida em 14 sectores, nós como vamos de bicicleta, fazemos em 5 dias.

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O primeiro dia consistia em irmos de Alcoutim a Vaqueiros, e passando em três setores, como Balurcos e Furnazinhas, e por último Vaqueiros, aí tivemos de parar e ir à procura do local para pôr o dito carimbo no Passaporte, mais ao menos parecido aos de Santiago de Compostela.

Estava super ansioso com inicio da Via, o São Pedro não me largou desde que cheguei a Lagos. "Chato dum raio"

A nossa receção a Alcoutim tinha sido de baixo de chuva e no inicio desta não seria diferente. Saímos do quarto, já todos prontos, dirigimo-nos à receção da pousada para entregarmos a chave e aproveitar que a senhora de lá, nos tirasse uma foto da praxe.



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Tirada a foto, lá fomos nós, esta primeira etapa foi um pequen introdução do que seria a Via, digo pequena, porque neste dia, além de termos apanhado várias subidas, só uma é que nos partiu todo, uma autêntica parede, daquelas de nos tirar a respiração por dois motivos, a primeira porque é demasiada inclinada e a segunda, a vista é brutal.

Rio Guadiana
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 Inicio da Via
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Primeiro carimbo em Balurcos
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A parede de que falo são depois desta zona, primeiro apanhámos um leito de uma ribeira seca, xiiiii e antes disso, houve uma descida brutal, ui, mais de cinco minutos.

Foi aqui que encontrámos o segundo caminhante desta Via, era um senhor inglês, parámos um pouco e estivemos a falar com ele. Se vissem o tamanho da mochila dele, até se assustavam. Fez-me lembrar um pouco aquela personagem do Sankoku, o tartaruga genial, com a carapaça de tartaruga nas costas... eheheh

Depois deste momento, prosseguímos a nossa viagem, passámos o leito da ribeira por água, e só mais à frente é que reparámos que dava para ter passado sem nos termos molhado.

Deixo-vos outro video, mas agora da chegada à dita parede, e para quem acha que fazer travessias pedestres de bike é mais fácil, fica aqui um testemunho na primeira pessoa que é negativo.
Topo - Brutal a vista
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Outra coisa que reparámos no decorrer desta, é que cafés abertos não há, e nesta etapa tivemos sorte, do o Luís, sabia que havia um algures numa terriola que não me recordo do nome, o Café do Tio Emidio. Este tinha as portas fechadas, e a única referência que vos posso dar, é na entrada tem um toldo vermelho com a publicidade rassurada.

No interior do Café Tio Emidio
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O café apareceu numa boa altura, estava a cair uma carga de água, e aproveitámos para beber um café e pôr a conversa em dia. 

O engraçado nisto tudo é que ainda lá em baixo na ribeira, o Sr Inglês perguntou-nos de onde éramos e eu ao responder que era de Lisboa, disse-me logo que havia um Sr também a fazer a Via e de Lisboa, ia mais à frente que ele, acompanhado de um Sr Alemão. Pouco depois aparecem lá esses dois Senhores.

Durante a subida da parede não vimos ninguém.

Passado uns bons minutos de termos chegado ao dito café, entraram dois senhores e um deles disse bom dia, e vi logo quem era. Estivemos a falar um pouco, e este perguntou-me se conhecia um primo dele que tem uma loja de bicicletas em Lisboa, fiquei logo zonzo, quantas lojas de bikes existem em Lisboa? Xi nem quero saber, mas depois disse-me um nome bem familiar, António Valério, BinaClinica, como o Mundo é pequeno, o Dono da loja onde vou.  

Da esquerda para a direita
Sr Alemão, Filho do Tio Emidio, Eu, Primo do Valério, e o Luís
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Como não podíamos ali ficar muito mais tempo, lá fomos nós, já não chovia, o que não era nada mau, ainda passámos pelo casal que nos abriu a porta do café.

Em Furnazinhas, colocámos o Nosso 2º Carimbo
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Já faltava pouco para chegar a Vaqueiros. Tivemos sorte no tempo, em comparação com os dias seguintes que não houve dó nem piedade.

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Flor de Esteva (Cistus ladanifer)
Simbolo da Via
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Ao chegar a Vaqueiros, fomos à procura da Casa D'Aldeias, era aí que iamos pernoitar, não que ser hipocrita, as instalações foram do melhor que apanhámos, e a Simpatia da Srª Rita, excepcional, faço o mesmo agradecimento às outras Senhoras, como a Srª D. Graciete e a Srª D. Madalena.

 Casa D'Aldeias
 
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Lavar a roupa para o dia Seguinte
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Agora em termos de jantar, sem dúvida alguma que foi a melhor refeição de toda a Via Algarviana, olhem só para este manjar dos Deuses.

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E assim termino este primeiro dia de Via.
Videos deste dia  -  Clique Aqui

terça-feira, 17 de maio de 2016

DIA 0 - VILA REAL SANTO ANTÓNIO / ALCOUTIM

Boas companheiros/as do pedal

05 de Maio ainda em Lagos, no dia anterior tinha terminado a Rota Vicentina, e hoje ia para a outra ponta do Algarve - Vila Real de Santo António.

Lagos

Durante a viagem, houve troca em Faro e lá estava o Luís, o meu companheiro de viagem e Cavaleiro do Pedal. A minha ansiedade de iniciar esta Via era enorme, há mais de três anos que andava-a planear. "Finalmente foi feita sem nenhum incidente"

Ao chegar a VRSA, fomos logo almoçar e só depois é que retomámos caminho. Também não há muito a relatar, foi tudo estrada. Ainda não tinha chovido e não tardava muito que o acontecesse.

Fomos brindados por um dilúvio, foi o adjectivo mais apropriado que arranjei.

Luís & Eu
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 A caminho de Alcoutim
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Ao chegar a Alcoutim, a primeira coisa que fizemos foi ir ao Posto de Turismo para levantar os Passaportes da Via, e a seguir à pousada da juventude.

Passaporte Via Algarviana
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Quando nos dirigiamos para o nosso quarto, havia uns miúdos na piscina, que inveja tive, só não fui porque não quis... "Agora não te queixes"


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Deixo-vos o grafico da nossa ida para Alcoutim
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A nossa estadia nesta pousada teve os seus momentos de riso. Primeiro tentámos arranjar mil e uma maneiras de secar a roupa, e os sapatos do pedal, depois passado umas boas horas, decidimos de ir à procura de máquina de lavar ou secar, e lá encontrámos, ficámos a olhar um para outro do tipo WhatFuck!!!!!!

Depois encontrámos uma mesa de snooker num estado lastimoso, mais uma vez tive pena de não ter tirado fotos àquele local. Os tacos nenhum deles tinha cabeça para colocar o giz, e a falar em giz, nem vê-lo. Hilariante.

Tirando este pequeno à parte, tivemos uma boa estadia, e no dia seguinte começavam o tão esperado Empeno.

Fim do Dia 0

ROTA VICENTINA 2016

Boas companheiros/as do pedal

Dia 2 de Maio teve inicio esta Rota. Fizemos em três etapas e divididas da seguinte forma. 

O primeiro dia como estávamos mais frescos e julgava eu que era mais plano, fomos de Tróia a Almograve. 

O segundo foi bem mais curto, como houve alterações ao local de pernoita. Fizemos só Almograve a Odeceixe. Não sei precisar nos km, mas não chegou aos 40.

E o terceiro, aldrabámos a rota que tinha em track, e optámos por razões pessoais, fazer um desvio brutal por estrada até Lagos. 
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Agora sim... Venham as crônicas diárias. 

Primeiro dia
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Tudo pronto e combinado. Eu, e a Ana combinamos em Moscavide, e fomos ter com o Ricardo à gare, para depois seguir para a estação Areeiro-Roma, onde já estava à nossa espera a Michelle. 

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Aí apanhámos o comboio da Fertagus até Setúbal. Viagem rápida e reinava a boa disposição . 
 
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Ao chegar a Setúbal, percorremos poucos km até ao local do ferry. Esperámos um pouco e lá embarcámos para Tróia.

 

O início estava próximo. 

Já em Tróia, liguei o GPS e siga. Desde do ponto de desembarque até aos arrozais da comporta, foram quase 10km de estrada. 


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Já nos arrozais notei uma diferença desde da última vez que ali tinha passado. A passagem estava bloqueada com um portão de madeira, mas deu para passar. 

 Portão
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Em modo de desabafo:
Um a parte, cometi um erro crasso. Devia ter estudado melhor o track que fomos fazer. Não o fiz. Fui à confiança e no primeiro dia custou-me caro. Houve pessoal que sofreu um pouco mais por esse erro. Não gosto de falhar. Não haverá próxima."

Continuando
 
Ao passar os arrozais, ainda rolámos um pouco à mistura de estradões e estrada. 

Depois começaram aparecer as descidas do qual não estava à espera. E quem muito desce, muito sobe. E com o calor que estava, não era fácil. E com carga, mais difícil se torna. 
 
Subidas destas contei três. 

Em 2013 fiz uma Rota totalmente diferente desta.

Julguei que fosse idêntica, muito mais rolante que esta. Pequei nesse aspecto. 

Parámos em Santiago do Cacém para almoçar. Foi um almoço e tanto e demorámos um pouco mais que o habitual, mas foi necessário. 

Café Carrapinha - Santiago do Cacém
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Saímos mais frescos e a partir daí, já não houve mais descidas nem subidas como tínhamos apanhado.
Passámos pela Albufeira da Barragem Morgavel. Que vista. Uau, adoro fazer travessias por este factor.

Albufeira Barragem
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Dói mas fica na memória e é disto que vai connosco para o outro lado. Estas experiências são únicas. 

Ao sair da zona da barragem entrámos em estrada até Porto Côvo.

Porto Côvo no horizonte
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Aí fomos na direção ao Porto de abrigo de pesca, descemos e voltámos a subir por onde passa o pessoal da maratona Alvalade - Porto Côvo mas no sentido oposto.

Depois continuámos alguns km pelo trilho ali adjacente ao mar. Voltámos à estrada até Vila Nova Milfontes, aqui em Milfontes seguimos por um atalho em estradão até a um dos parques de campismo daquela Vila.

Uma das minhas paragens obrigatórias seria a Pastelaria Mabi, para comer e deliciar o sabor daqueles gelados. Os melhores. 

Mabi
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E dar a conhecer aos meus companheiros de viagem de tal iguaria. Para o nosso azar, era 2feira e estava fechado. 

Seguimos viagem. Depois foi outra dor de cabeça. Ao sair daquela Vila, seguimos o track e levou-nos para um local completamente fechado por mato. Eles deram a volta por estrada.

Ali cortava pelo menos 1 km, tanto que insisti que dei com uma saída que não constava no track. Depois foi aguardar que eles viessem. 

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Depois seguimos pela nacional, direcção algarve, passámos pela ponte que passa pelo Rio Mira. E a partir daí fomos quase sempre pelo nacional, cortando um bom bocado da rota que seguímos pelo Gps.

Eu para a viagem não levei luzes nenhumas porque pensava que ia chegar sempre com luz do dia. E este foi o único, que chegámos sem luz ao destino. 

Finalmente Almograve. 

Toca a lavar a roupa para o dia seguinte e ir à procura de um local para jantar. Foi difícil. Era 2feira e a maioria dos restaurantes estavam já a fechar, ou já não cozinhavam àquela hora. Lá nos desenrascámo-nos. Não foi o que estava na mente, mas deu para enganar a fome. 

Fim do primeiro dia.
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Segundo dia, Almograve a Odeceixe. Foram apenas 38 km
 
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08H00, todos fora da cama e preparar o que seria o Segundo e mais curta etapa das três. Fomos tomar o pequeno-almoço.

Coloquei as máquinas de guerra na rua, pus óleo nas correntes, e dei as últimas afinações na minha. O tempo estava como no primeiro, um sol radioso, e no inicio desta etapa, sentiu-se uma brisa fresca. Desde da saída da pousada até ao Cabo Sardão foi tudo estrada. 

Entrada Pousada
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Ao entrar naquela zona, estava um pouco expectante para ver onde o track nos levaria. Fiquei surpreso, gostei mais deste track que era mais recente, ao que o que tinha feito, tínhamos passado por locais muito mais interessantes que o outro de 2013.

Fotos e mais fotos no Cabo Sardão, voltámos à Rota e fizemos uma boa parte junto à encosta, e regressámos à estrada até à Zambujeira do Mar, aí parámos um bocado para repor energias, e ao regressar à estrada, fomos em direção às praias, posso dizer que fizemos um pouco de sobe e desce, nada semelhante ao dia anterior das paredes indetermináveis, eram também duras de se fazer devido ao tipo de piso e da inclinação, mas nada como as paredes que me referi.

Cabo Sardão
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Zambujeira do Mar
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Trepa
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No fim de uma das subidas, havia um mini-zoo, com alguns animais dignos de registo, tais como, bufalos, avestruz, gnus...


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Apanhámos ali uma sombra e deu para encostar e descansar um pouco. Ao seguir caminho, iniciámos um dos troços que mais tinha gostado de fazer nesta travessia, os canais de rega, brutal, pelo menos devemos ter feito no minimo uns 10km e bem rolantes, a vista era por vezes sempre igual, mas em campo aberto tornava-se deslumbrante.

Inicio dos Canais
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No final de um dos canais, já se via a Vila de Odeceixe no horizonte e bem perto de nós. Começava a reparar que o track que tinha escolhido para fazer, era totalmente diferente pela positiva do último que ali tinha passado.

Lógico que passava por locais que já tinha passado, mas o outro tinha muito mais estrada e este não, era bem mais interessante, para quem gosta de viajar em modo btt.

Chegada a Odeceixe
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Antes de chegarmos a Odeceixe, tínhamos mais um parede, mas neste caso invertida, era mesmo para descer, até aquele ponto da Rota, foi sem dúvida a mais dificil de fazer devido ao estado do terreno e da inclinação. Foi brutal, fiz a toda em cima da bike, adorei e gravei a descida toda... (LINK DO VIDEO).

Ao chegar a Odeceixe mas em baixo, a indicação que tinha do nosso local de pernoita, ficava perto da única rotunda da Vila, para nosso azar, ficava lá bem em cima, e nós em baixo, até doeu subir por ali, era mais perto do que pela nacional, mas muito mais inclinado.

Ao chegar à dita casa, foi um alivio, tirar tudo das costas. Tomar um rico banho e aproveitar o sol para secar a roupa que íamos lavar. E assim termina esta segunda etapa.

Fim do Segundo dia
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Terceiro e último dia, Odeceixe a Lagos
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Nesta etapa decidimos encurtar e seguir para Bensafrim e depois Lagos, tudo por estrada, mas no inicio do dia foi um pouco diferente, seguimos pelo track, mais uma vez os canais de rega, depois a subida ao Castelo de Aljezur e por fim fomos para a Nacional, Não há muito a falar, basicamente fomos sempre por estrada até Lagos.

 Inicio do dia - Canais de Rega
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 R sempre na galhofa
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Castelo Aljezur
 
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Nacional
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Bensafrim
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Pousada da Juventude de Lagos
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Selo CDP
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Despedida
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Fim de Rota - Fotos - Clique Aqui

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