terça-feira, 24 de maio de 2016

DIA 3 - SALIR / SILVES

Boas companheiros/as do pedal

Dia 08 Maio 2016

 -

Ao acordar, fui logo ver como estava o tempo, não estava a chover, já não era mau. Vestimo-nos e preparámos tudo para arrancar. Antes disso fomos tomar o pequeno-almoço, e no dito, vimos o livro de presenças dos demais caminhantes e bikers que ali pernoitam. Engraçado ver uma cópia do livro do ano passado e com caras conhecidas.

 Nada mau!
-
 Miguel / Pedro / Fred
 -
Nossa Anfitriã, Srª D. Graciete


O dia anterior tinha sido muito penoso, devido à carga de água que apanhámos, o terreno ficou mais pesado também devido a este factor. 

Nem fica mal, os pneus castanhos na Laranjinha
 -

Antes de iniciarmos  a subida, tivemos de tentar tirar o barro dos pneus, algo que mais à frente não iria servir de nada, mas no momento serviu. Engraçado esta imagem, é que no dia anterior andámos feito malucos a tentar secar os sapatos, para isto.

Irónico
-

Neste terceiro dia de viagem, tinham-me avisado que no inicio da etapa iríamos apanhar o piso muito barrento e confirmou-se. Para além desse problema, tivemos outro, mas resolveu-se bem, porque tínhamos gps. Durante a travessia nunca tinha reparado em placas vandalizadas, e no inicio desta reparei nisso.

Nesta foto, consegue-se ver a primeira subida do dia
 -
Aqui trocaram a placa, era em frente
 -

 A subida fez-se bem, tinha brita e ajudou a sua progressão. Já no topo, ainda havia desta pedra a reforçar o trilho, mas acabou e lixamo-nos. Barro nos sapatos, nos pneus, até o sacana do São Pedro apareceu sem ser convidado.

Impossivel pedalar assim
-

 -
Aqui terminou a brita, e logo a seguir mais uma carga de água, 
para se juntar às dificuldades acrescidas
-

Neste dia fizemos mais três setores, Alte e São Bartolomeu de Messines, e como era domingo os pontos de referência para obter os carimbos estavam fechados. Em Alte colocámos um carimbo de um café onde parámos para comer algo.

Paisagem fabulosa
-

Primeiro setor de paragem Alte, chegámos a uma zona que tem uma especie de piscina natural, no Verão desse ser bastante agradavel dar aqui uns mergulhos, mas nesta época do ano e com a chuva que tem caído, nem por isso.


-

Ao chegar a Alte, lá fomos nós à procura do Posto de turismo e batemos com o nariz na porta. Fomos ao tal café e foi lá que carimbámos os passaportes. Se é legal ou não, não sei nem me interessa, querem fazer as coisas e depois não há condições, tipico.

Este céu, era normal para nós, 
sempre carregado de água
-

A saída de Alte, lá fomos nós passar num dos locais mais loucos da Via, normalmete quem tira o track de btt pela página da Via, não há-de passar por lá, porque tem de ser na parte Pedestre. Desconhecia tal situação, mas se forem de bike, tirem o track dos setores pedestres, o track de bike desvia-vos destas maravilhas naturais.

Para ver os videos dessa zona.
Cliquem aqui  nos Videos mencionados em baixo
-

É o percurso antes de chegar aqui
-

Pouco depois estariamos em São Bartolomeu de Messines, e mais uma vez a bater com a porta no nariz, tudo fechado. Assim não há condições, ainda não mandei uma mensagem para a Entidade que gere estes caminhos, mas vou enviar e dar uma sugestão, como em caso do posto de turismo estar fechado, deixar em algum café próximo desse estabelicimento, assim há sempre solução.

Ao sair desta localidade, e passado alguns quilometros demos de caras com um dos locais mais bonitos da Via, a Albufeira da barragem do Arade.


-

Andámos alguns quilometros junto a esta paisagem magnifica, depois subimos tudo o que havia para subir, para voltar a descer tudo novamente, e aqui fomos dar à dita barragem. Clique Aqui

Durante a subida, depois da Albufeira
 -
Depois da Barragem
-

Nesta zona andámos um pouco entre vales, e não faltava muito para mais uma daquelas de nos partir todo. Só havia um sentido, subir subir e subir. Muito antes de chegar a Silves, ainda tivemos de subir e descer imenso. 

Magnifico
 -
Mais uma piscina
-

Pouco depois, já se via povoação, Silves. Ao chegar, fomos lavar as bicicletas, e deslocámo-nos para a Residencial Vila Sodre. Como tinha trazido o fato de banho e ainda não tinha utilizado, aproveitei que a Residencial tem piscina, e passei-me por água para mnão sujar a piscina e siga... Acabo a minha crónica com um mergulho.

-

FiM

sábado, 21 de maio de 2016

DIA 2 - VAQUEIROS / SALIR

Boas companheiros/as do pedal

Dia 7 Maio 2016

 -

Este segundo dia já tínhamos uma ideia do que nos esperava. Só não fazíamos ideia da carga de água que levámos.

Bem, antes de nos pormos a caminho, tivémos de reforçar o esqueleto. A Srª D.Rita, não se poupou, e dê-nos um belo pequeno almoço.


-
5*
-

Após do magnifico mini manjar dos deuses, lá fomos nós para mais um dia de Via, e que dia. Muita subida, trilhos muito loucos. 

Máquinas afinadas e prontas para mais um dia de luta
-
Desde do dia anterior
-

O inicio desta etapa, já estava à espera de uma parede daquelas de cortar logo a respiração, e tirar o fôlego, mas não foi tão agressiva. Serviu de aquecimento.

Não demorou muito tempo, apareceram logo as paredes, e que paredes, daquelas que parecem que nunca mais acabam, sabem!

Neste dia fizémos também três setores;  Cachopo, Barranco Velho e por fim Salir.

Outra questão que quero frisar aqui, é que ao fim de semana é muito dificil arranjar carimbos para o nosso passaporte.

Tiraram a ideia dos Caminhos de Santiago, mas pecam muito, porque o Carimbo é sempre igual. Para quem já fez um caminho de Santiago, sabe que qualquer café ou loja há sempre um carimbo à nossa espera, aqui não. Nesta via, têm de ser os que dizem Via Algarviana.

Nós em Alte, como o Posto de Turismo estava fechado, arriscámos e metemos um de um café onde parámos para trincar algo.

Sei que no final da Via, para receber um diploma, do tipo Compostela dos Caminhos de Santiago, temos de digitalizar o passaporte e enviar para a Entidade que gere esta Via. E passado uns dias temos o diploma na nossa posse. Agora pergunt-me, será que com um carimbo que não pertence à Via, temos direito a esse diploma? É um ingónita. Saberei quando o enviar!


Carimbo
-

 -

No Cachopo tive uma oferta, para enfrentar a chuva
-

Como referir na crónica anterior, nos Setores, tínhamos que parar e colocar o dito carimbo no passaporte, tivemos alguma sorte no Cachopo, o quiosque estava fechado mas estava um senhor num café perto do dito, que foi chamar a pessoa responsável pelo Quiosque. 

A senhora muito amavél saiu de casa e foi abrir para nos dar o carimbo, e ainda ofereceu um Licor de Poejo, eu não bebo, mas soube bem, pouco depois, retomámos ao caminho. Pouco depois começou a cair as primeiras gotas do dia e não parou mais...  

Só houve fotos,antes do temporal
-

Acrescento, que neste dia em termos de mau tempoe de cansaço, foi mais penoso que o quarto dia, o dia das subidas à Picota e à Fóia. 

Quando chegámos a um riacho que tinha um pequeno murro tipo muralha, aí, ia ser mais uma daquelas que cansa só de pensar. A subida para Parises.


Na foto em baixo, o Luís de vermelho, 
dá para ver o inicio da dita cuja, à direita
-

Antes desta, houve outra que descemos tudo que havia para descer, e quem muito desce, muito trepa, e que trepa. Incrivel a paisagem. Ao chegar a Parises, tirei uma das últimas fotos, a do nosso almoço.

Ei-la
-

Estou um pouco esquecido da volta em si, sei que depois fizemos mais umas tantas subidas e descidas, em modo montanha russa.


 -

Houve uma altura que tive de parar e tirar o sapato e a meia, deixei de sentir o pé direito. Com as inúmeras passagens por riachos, o tempo ambiente está bem fresco, e com a chuva que estava a cair, fui obrigado, a descalçar e caminhar um pouco, para voltar a sentir o pé. "No fim da crónica, vou pôr os videos feitos nesta etapa, e aí podem ver."

 
 -
 Aqui também há um video
 -

Depois foi uma carga de água, como nunca levei andar de bicicleta, nem em modo de passeio, e muito menos em travessia.

Já em Salir, a jantar - Papagaio Dourado
 -
Semi-frio de Nóz, divinal
-

Fim do 2º Dia
Videos - Clique Aqui

Obrigado

PESQUISA