segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

TRÓIA SAGRES DL 2016 - PROLOGO

Boas companheiros/as do pedal

Há muito que não escrevo nada, falta de tempo e de aventuras.

Fui fazer a mítica travessia do Tróia Sagres com o amigo do pedal Dionísio Lopes. Este para quem não o conhece, tem um problema físico, que o torna muito diferente de nós, mas com os mesmos sonhos por realizar.

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Esta seria a sua maior aventura em duas rodas, nunca tinha feito nada idêntico. Fizemos a viagem em 2 dias. Devido ao seu problema, ele não levou nada de carga e eu fui com um atrelado na bicicleta, ao fim ao cabo, eu fui a bicicleta de apoio.

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Continuando

Este ano o Tróia Sagres foi no sábado dia 10. E nós fomos no dia anterior, para ter tempo de terminar com os outros ciclistas.

Minto nós até fomos na 5ªfeira dia 8 para Setúbal. E ficámos no Urban House Hostel, 15€ por pessoa e fomos muito bem recebidos.

E que trapalhada para lá chegar.

O plano era, eu saía do trabalho às 20h, nas amoreiras, ainda tive de ir a casa trocar de roupa e buscar o material de viagem. Depois íamos para a estação da CP de Moscavide.

Os painéis de informação dos Comboios avariada, na Internet não havia informação de nada, parecia que estávamos num país de terceiro mundo

"E estamos!"

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Ao chegar à Gare do Oriente onde iríamos apanhar o comboio para Roma-Areeiro da Fertagus com destino final Setúbal.

O mesmo problema, tudo Off, e não se conseguia obter informação nenhuma.

No único balcão aberto sabiam a hora, o que já não era mau, mas a linha não tinham a certeza. O problema é que eu ia com um atrelado e andar à toa a subir e descer escadas não é muito agradável, para  trocar de linha e plataformas diferentes.

Ao subir para a Linha W, avisaram-me que tinha de mudar para a Y, plataforma diferente, toca a descer tudo e avisar o D para voltar a descer e subir tudo de novo. Ao entrar no Comboio de bofos de fora, pensei em tudo e mais alguma coisa da CP, filhos da Mãe, cambada de incompetentes, até estou a ser bonzinho nos insultos.

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Lá fomos nós para Roma-Areeiro, ao chegar, maravilha pensei eu, nem era preciso de mudar de plataforma, tinha apenas de descer um lance de escadas para comprar os ingressos da viagem.

A viagem relativamente rápida, penso que menos de uma hora, já estávamos a chegar a Setúbal. Jantámos pelo caminho, tinha deixado algo preparado para a viagem, sem ter que parar para comer, assim comemos no comboio, até mesa tínhamos.

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Já em Setúbal, foi só pôr o GPS a funcionar, destino final Urban House Hostel, e assim foi, em pouco tempo já lá estávamos.

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Ao alojar e preparar tudo para o dia seguinte, ui, nem sei quantas horas dormi, talvez umas 2h e já foi com sorte.

Ninja das Caldas
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Guerreiro já dormia e tem medo do escuro! 
Luz acesa! ehehehehe

Até Logo

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

2ª EDIÇÃO - SObRE.PT

Boas companheiros/as do pedal

Hoje faço a crónica da 2ª Edição do Passeio Oficial do SObRE.PT, como membro e há mais Cavaleiros no mesmo grupo, tais como o Marco Carmelino, Pantera e o Tiago Ribeiro.

O local escolhido foi a Cascata de Anços. Como havia membros que ainda não conheciam.

Pus o evento com alguma antecedência para ver se ia mais pessoal. Houve alguns que ainda se manifestaram como não podiam ir. Outros nem se deram a esse trabalho. 

Para quê estar a insistir em algo que nunca irá dar resultado. Em modo de desabafo. 

Continuando com o dito passeio. 

Foram apenas duas pessoas. O Rui Tobi e o Carlos, dois amigos do pedal. Um SObRE e outro não, o que interessa aqui era a companhia e propriamente o trajecto até à dita Cascata.


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Eles vinha já a pedal desde da Margem Sul, belo aquecimento. 

Ao nos encontrarmos, lá fomos nós em direcção da vacaria de Unhos. Depois entrámos em Loures por uns atalhos junto ao LouresShopping.

Aí fizemos um pouco de estrada até ao Pinheiro de Loures, depois virámos na direcção do Tojalinho, algures em À-Dos-Cãos, virámos à direita onde o Track do GPS nos mandava. 

Nesta volta, já tinha feita há imenso tempo. Não sabia o estado dos trilhos. E chegámos a uma zona onde o trilho tinha desaparecido. Toca a inventar uma passagem. Foi bem pior. Só arranhões. Bastava seguir em frente pela horta que estava à nossa frente e poucos metros estávamos novamente no trilho pretendido. 

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Ao chegar à Pedra Furada, evitámos a zona da Lagoa devido ao estado da passagem. Estava com o mato muito alto. E depois há um trilho que nos leva a uma passagem obstruída já há muito por um murro. 

Mas antes de aí chegar, passámos pela segunda eólica e depois havia uma bela descida... Hum bela, já foi... Agora é um matagal de silvas. Da próxima vez que lá passe. Terei de levar uma tesoura de poda, só assim é que lá passo. 

Já na Pedra Furada, pouco depois entrámos em Anços. O Carlos já se andava a queixar de ter o pneu de trás em baixo. E juntámos o útil ao agradável, e fomos a um Lavadouro. Que maravilha, aproveitámo-nos para abrigar do sol tórrido e para mudar a câmara-ar.


Lavadouro
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Enquanto eles faziam isso.. Pus-me dentro de um tanque e refresquei-me e ainda ali estive um bom bocado. Para o azar do Carlos, todas as câmaras de ar que trouxe estava furadas. Havia uma ou outra que tinham mais furos que aquela que estava na bike. Azarado. 


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Depois deste e o único momento insólito... Eh eh, será que o posso chamar insólito? Chamei... Fica assim

Bastava subir um pouco mais e depois descer e lá estávamos nós na dita Cascata. Havia imensa gente a fazer piqueniques mas dentro de água ninguém.

Em outros álbuns fotográficos já tinha visto pessoal dentro de água e fiquei um pouco enojado devido à cor da água. Naquele momento, vejo o Tobi a enfiar-se lá e nem pensei duas vezes, fui atrás dele. A água estava tão boa que ainda ali ficámos um bom bocado.

Cascata de Anços
 
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Depois dos banhos


quarta-feira, 29 de junho de 2016

SR EMPENO 2017

Boas companheiros/as do pedal

Ando um pouco confuso com o que irei fazer para o próximo ano, no que toca a travessias. Isto é, há tanto por onde escolher.

Há pouco tempo conheci um rapaz na loja onde vou, a BinaClinica, e ia fazer a GRZ ou GR33 = Grande Rota do Zêzere.

Bem, o Bruno é um Papa Km, tem mais travessias feitas do que eu, e muitos dos meus amigos juntos. Uma enciclopédia de travessias.

E como tinha acabado de fazer a GR13, estava com o bichinho das Grandes Rotas, mas como tenho outros projectos em mente...

Neste momento estou muito confuso, tenho uma longa lista no que toca a viagens que gostaria de fazer.

Quando acabei o Caminho Francês de Santiago, já tinha outra em mente, e como há dois anos não faço nada de Caminhos de Santiago, se calhar dava prioridade ao meu projecto de empeno 2017.

Isto é um Senhor Empeno

Há dias um amigo, falou-me da Via da Prata, e como é um Caminho que ainda não fiz e quero fazer, pensei em juntar o útil ao agradável.

Será assim o Empeno 2017;


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Qualquer das maneiras ainda tenho tempo para organizar tudo.


Até lá, Grande Abraço e continuação de boas pedaladas

quinta-feira, 2 de junho de 2016

ALONE

Boas companheiros/as do pedal
 
Hoje fui dar um giro a Monsanto. Já não ia lá há um tempo. Pelo menos sozinho. Fiz uma voltinha porreira. Muito single. Como ando a treinar o Dionísio mal tenho tempo para mim. Também não quero dizer com isto que passo a vida com ele, que não passo. Não dá. 

O pouco tempo que tenho aproveito ao máximo, e tento fazer umas voltas com ele. O resto do pessoal ou está a trabalhar ou fazer bricolage em casa. 

Hoje foram quase 50km, não sei o tempo, mas parei apenas 7m. Sempre andar.Passei pela bina clínica. Pôr a conversa em dia. E depois siga, que ainda ia trabalhar. 

Para os próximos dias já tenho com que me entreter. 

Amanhã vou ter com os carecas do pedal a Loures, e andar pelos trilhos saloios. Sábado mais um treino com o Dionísio em Monsanto e com mais amigos. 

Domingo, a pedido do Johnny, também Careca, mas com muito cabelo. Aceitei ir a Belas desbravar os trilhos de lá. Com inicio e fim em casa. Vou tirar a barriga de misérias em quatro dias seguidos de btt. 

Pronto, ficamos por aqui. 

Abraço e beijinhos

quarta-feira, 25 de maio de 2016

DIA 6 - REGRESSO A LISBOA

Boas companheiros/as pedal

Dia 11 Maio 2016

Era hora de regressar a casa. Tinha tudo arrumado do dia anterior, e só tinha de percorrer 1km até à estação da CP de Lagos. Como tinha antecipado o meu regresso, fiz algo que nunca tinha feito, enviei para o meu destino final uma caixa de papelão de bicicleta 29, para a Pousada da Juventude de Lagos, pedida há uns dias na BinaClinica

Trajecto

Outro reparo que quero mencionar, o comboio regional de Lagos até Vila Real de Santo António, é na boa para transportar as bicicletas. 

Desmontagem foi relativamente fácil, tirei apenas uma roda
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Comboio Regional, vagão próprio
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À espera em Tunes pelo Intercidades
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Nos Intercidades a história é bem diferente, temos de ter muita atenção. Tive muita sorte, mesmo com caixa, eles os revisores podem implicar. As medidas que me deram foi, 60cm por 30cm, como é que se transporta um bike com estas dimensões, ainda por cima uma 29? Impossivel. 

Disse ao Sr Revisor que já tinha transportado N de vezes, numa de passar, e realmente nem a caixa 29 passa pelos acessos para as cadeiras. Sei que 26 passa e mesmo assim é apertado mas passa.

Já em Lisboa
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FiM

DIA 5 - MARMELETE / LAGOS

Boas companheiros/as do pedal

Dia 10 Maio 2016

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Última etapa! Neste dia fizemos mais três setores, Bensafrim, Vila do Bispo e no Final, Cabo São Vicente, mas na realidade tivemos de pôr o último carimbo em Sagres.

Bem, durante a última noite de travessia, acordei com o barulho da chuva, levantei-me e fiquei a pensar, "Bem, também será a última que se lixe." 

A nossa maior dor de cabeça no final de cada etapa, era como secar a roupa e as palmilhas, de estarem constatemente molhadas.

Saída de Marmelete
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Era destino termos os pés sempre molhados
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Neste dia relembrei-me que tinha talega, e que bem serviu, fizemos à vontade 30km num ápice, sempre a rolar, já tinha saudades. Depois de Bensafrim apareceram de novo as subidas, penso que parede parede já não houve nenhuma.

Tínhamos feito tudo nos dias anteriores. Numa zona muito antes de chegar a Vila do Bispo, entrou uma abelha dentro do capacete do Luís, e foi picado, coitado, vi-o aos berros e todo chateado, e com razão.

Que vista
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Saída de Bensafrim, paragem obrigatória para repor energias
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Ferrão de Abelha
 
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Depois apareceu outro sujeito que não foi convidado, só nos largou no Cabo São Vicente, largou salve seja, trouxe a última carga de água da travessia, parecia de propósito. Damm

Vila do Bispo já estava perto
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 Limpinha
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Vila do Bispo
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Pedalando entre Cabras

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Já se via o Farol
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Nem imaginam a carga que levámos, foi mesmo a última, nem paciência tive de filmar e fotografar, só queria sair dali. Ao chegar ao farol, fui à procura do local para pôr o último carimbo e afinal não era ali, era no Posto de turismo de Sagres.

Fotos da praxe ao Quilometro 0, e siga, que estava demasiado frio para ficar ali.

 KM 0
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Farol
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SObRE DAD - Obejctivo Concluído
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Via Algarviana terminava aqui, mas a nossa viagem só acabaria em Lagos. Fomos a Sagres pôr o último carimbo, depois apanhámos a nacioanl até Lagos, mais 30km, que se fizeram bem, houve um furo, mas como a camara tinha liquido, lá selou. O Luís tinha que ainda apanhar o comboio para Faro.

Só me ia embora para Lisboa no dia seguinte.

Lagos
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Descanso do Guerreiro
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FiM

DIA 4 - SILVES / MARMELETE

Boas companheiros/as do pedal

Dia 09 Maio 2016

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Etapa rainha da Via Algarviana, digo isto porque foi a etapa que gostei mais, não tanto pelo empeno, mas sim pelos locais onde passámos e da maneira como correu o dia. Vendo o gráfico do dia, em tão poucos quilometros, foi sem dúvida onde subimos mais, mas o mais penoso, foi o segundo dia.

O dia anterior como sabem, dei um belo mergulho e estive a relax um pouco na piscina, nem imaginam o que me arrependi de não o ter feito em Alcoutim.  Voltando ao raciocinio, o dia anterior tivemos uma visita especial em Silves, alguém que já não via há mais de 10 anos, um amigo de armas e algarvio. A sua visita foi muito boa, e também da sua companheira, que só a conhecia de fotos do facebook.

Para vos ser sincero, estava um pouco ansioso para ver como iria começar esta etapa. antes disso, tivemos mais um pequeno almoço de lorde, comemos bem, como fazíamos sempre, e o local era bem bonito.

Nosso Quarto
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Local do Pequeno Almoço
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Máquinas prontas, o tempo convidavam o mesmo, chuva e mais chuva. Mesmo assim teríamos de ir, nada nos fez recuar. Era uma obrigação manter o que estava planeado. Bem, quando saímos reparei que voltávamos ao mesmo local que terminámos ontem, hum, não estava a gostar, mas tinha de ser. Logo de manhã a trepar, belo método de aquecimento, e que parede.


 1ª parede do dia
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Ainda a trepar
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A subida parecia não ter fim, como tantas outras que fizemos. Já lá em cima, a vista era deslumbrante, há sempre vantagens de subir estas paredes, quem não as faz, também não tem o merecido prémio.

Já cá em baixo, mas ainda tínhamos muito a trepar
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Uma das primeiras descidas, e que descida... veja o video Aqui

No final, apanhámos um pouco de estrada e já dava para ver o que íamos trepar, e que trepa, destino final desta primeira parede, o topo da Picota. O que sofremos para lá chegar, o que passámos, o que choveu, não senti frio nenhum, não dava para sentir, mesmo com chuva. 

Os riachos que passámos, a sua corrente, é pá, tantos obstáculos para transpor,que tudo isto somado, foi simplesmente brutal e fez esta etapa tão especial e marcante. Deixo-vos alguns videos e fotos para vocês verem como foi. Só um cheirinho, porque para sentir o que sentimos, têm de o fazer.


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Picota à vista
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Primeiro riacho do dia
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Progressão não foi fácil
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Videos Progressão à Picota

Nos videos em cima mencionados, conseguem ver como foi. A descida a Monchique foi brutal, tenho pena de não a ter gravado. Ui, só tenho uma adjectivo para classificar, BRUTAL. Single's rápidos, com muitos pedragulhos no meio, o piso húmido. 

Sobe sobe
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Monchique à vista
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Primeiro objectivo concluído
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A chegada a Monchique, era sinonimo de almoço, parámos logo no primeiro café que vimos, reforçámos bem o estomâgo, porque a seguir vinha a Fóia. Nós inicíamos a progressão à Picota vindos de 50m até aos 700m, sempre a trepar, depois descemos até aos 500 e tal, e voltámos a subir até aos 900m. 

 Progressão à Fóia
 
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 Picota no horizonte
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Chuva, neste dia tivemos alguns dissabores, no inicio do dia e nas progressões à Picota e à Fóia. Não houve dó nem piedade e com cada choveiro ao máximo.

Videos - Progressão à Fóia


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A Via pelas marcações não passa no topo da Fóia, onde está o marco geodésio, mas nós fizemos questão em lá ir, uma vez tão perto, porque não.


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Luís
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Eu
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Video - Fóia

Tiradas as fotos e feitos alguns videos, lá retomámos ao nosso rumo e já faltava pouco para chegar a Marmelete, pensávamos nós, o pouco ainda foi quase 20km. E era sempre a descer, bem, também descemos, mas também subimos ainda um bom bocado. 

Houve um local que tivemos de passar por um cebe, e havia uma porta anti-gado, mostro-vos em video - Aqui

Ao chegar a Marmelete, quisemos lavar as biclas, e ver onde era o Centro de Acolhimento desta região.

Foi aqui que ficamos instalados
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Fotos desta Etapa

FiM

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