domingo, 12 de fevereiro de 2012

2ª Etapa. Caminho Lx / Fátima [29Jan12]

Continuação 

Após uma boa noite de descanso, preparámo-nos e descemos para o pequeno-almoço servido no café do hotel, onde já estavam os nossos companheiros de viagem à nossa espera. O primeiro e único furo do dia foi do André. Bem, neste caso foi no último dia, eheh, ontem! Reparado o pneu do André, pedimos ao Sr. Pequeno para a última foto de grupo, em Amiais de baixo.

Fotos tiradas e prontos para arrancar, o frio era de rachar e cortar, e cortou mesmo. A primeira descida era interminável, digo isto por causa do frio, às vezes sabe muito bem descer mas não era aquele o caso. No fim dessa descida fomos dar ao centro de ciências vivas nos Olhos d'Água! Bem, quando pensei nesta viagem, este foi o local escolhido para pernoitarmos, mas estava fechado para requalificação do edifício. O espaço que envolvia o centro, digo-vos uma coisa, muito bonito e hei-de lá voltar!

Retomámos o caminho, entrámos no mato e logo deixámos de ter frio, pois apareceu uma daquelas subidas que aquecem. No fim dela, tive de tirar o impermeável. Para quem gosta de andar de bicicleta e tirar fotos, este tipo de aventuras são o ideal, estou completamente rendido às longas distâncias.

Após muita estrada e trilhos, até Fátima ainda tínhamos de atravessar duas serras. Apanhamos zonas que exigiam alguma técnica para transpô-las e uma ou duas vezes tivemos que levar as máquinas à mão. Como já tinha referido, fartámo-nos de subir e no meio de mais uma subida encontrámos um lago artificial com umas pedras, local ideal para mais uma sessão fotográfica.

Prosseguimos caminho e, durante este, o Diogo e o Bastos falaram duma subida em que acontecia algo inexplicável, mas em bom! Eles disseram que numa parte da subida, e ainda eram uns bons metros, o vento batia de frente mas puxava-nos e não custava nada subir até ao topo. Por incrível que pareça, aconteceu mesmo! (Se alguém souber explicar este fenómeno, deixe comentário no fim da crónica).

No topo ficámos deslumbrados com a paisagem. No horizonte víamos a neblina instalada que nos dava a sensação de ser mar. Voltando ao caminho, o Bastos avisou mais uma vez dos perigos na descida. Haviam muitos factores a ter em atenção, tais como as viaturas que circulavam em sentido contrário (!), as curvas apertadas, o mau estado do pavimento e, o maior cuidado, a velocidade que poderíamos alcançar com a enorme descida. Nesse aspecto, prefiro dar uso aos travões, o meu lema é - enquanto tiver pastilhas, é para gastar!

Como mencionei no início desta crónica, tínhamos de atravessar duas serras, subimos muito, mas quem muito sobe também tem de descer, e acho que devemos ter descido à vontade o dobro que subimos, e ainda bem!
Passados uns bons km chegámos a mais um miradouro. Neste, a vista também era bonita, tínhamos à nossa frente Minde e a A1, sinónimo de que faltava pouco.

Tornámos a apanhar mais uma descida para a terra que tínhamos acabado de avistar, as mesmas precauções a tomar e lá fomos nós. Ao chegar dirigimo-nos ao café MINDELICIAS! Energias Repostas e retomámos o gosto do nosso selim! 


E, para mim, este trilho, que denomino como o trilho das Ventoinhas Eólicas, foi o meu favorito de todo o caminho. Era bastante rolante e tinha muita gravilha. Durante algum tempo andei praticamente sozinho, o grupo partiu-se e uns andavam mais rápido, outros andavam a mastigar terreno, isto é um passeio, não uma competição. Gosto de apreciar a paisagem sem ter a pressão de ter que andar mais rápido, são gostos. Não crítico os outros companheiros que iam à frente, haja saúde!

Quando nos juntámos novamente, só nos tornámos a separar no comboio! Pelas indicações de quem já tinha feito o caminho, estávamos mesmo quase a chegar. Desde do início da viagem que nos cruzámos com imensos simpatizantes das duas rodas e pedais, mas não apanhámos ninguém com o mesmo objectivo, normalmente acontece.
No retorno da 2ª etapa atravessámos uma mata e mais uma vez cruzámo-nos com alguns amantes do btt, e passámos por uma mini concentração de algo, penso que fosse algum passeio organizado de btt. Pouco depois, o Bastos avisou-nos de uma casa, toda ela feita de madeira, com um grande terreno, e de facto era muito bonita, parámos um pouco para apreciar. Agora, sim estávamos mesmo a chegar, passámos por baixo de um viaduto da  A1 e já dava para ver a torre do santuário de Fátima.

Houve a sensação de alívio, não do final do passeio, ao chegar ao santuário, mas sim de mais um desafio realizado. Parámos para um pequeno descanso, tiradas as fotos da praxe, despedimo-nos do santuário para irmos para o destino final: Fátima, mas a estação da CP. 

O engraçado é que esta estação devia ser já aqui, e ainda tivemos de pedalar uns 22Km. Lá fomos nós para os derradeiros km. Mais uma vez, tínhamos sido avisados de uma grande e longa subida e cada um também já estava informado dos perigos a ter nas descidas.

Passado o mau bocado da tórrida subida e veio a bonança de uma mega descida. No horizonte dava para contemplar o castelo de Ourém, e no fim da estrada estava um pelotão de aficionados da velocidade.

Chegando a Ourém ainda tivemos um momento de diversão. Passou por nós um Mercedes com uma bicicleta na mala. A parte cómica foi como estava a bicicleta a ser transportada, metade dentro da mala e a outra foraPassado este pequeno momento de diversão, o Bastos notou que o seu pneu da frente estava a ficar vazio. 

Como tínhamos parado para levantar dinheiro, ele seguiu em frente para encher o dito pneu, à bomba, numa Estação de Serviço, e avisou-nos que esperaria por nós à saída de Ourém. Assim foi e, mal lá chegámos, saímos para os últimos km. Ao chegar à dita e tão desejada estação da CP, fomos logo comprar os bilhetes.

Tudo pronto e agora só nos restava esperar pelo comboio. É pá, ainda foi um bom bocado, quase duas horas! Durante esse tempo, houve bifanas e umas “mines” à mistura. Chegada a hora de embarque, foram 5 para um lado e 2 para o outro, isto até ao Entroncamento.

Depois a divisão foi feita doutra maneira, fui com o Mário e o Spínola. E ao chegar a Lisboa fiquei com saudade. É que nestes passeios é criado um lanço muito forte, é um sentimento único.

Lisboa à vista, despedidas à parte. Houve alguém que prometeu escrever e postar as fotos no próprio dia de chegada… Ups! Peço desculpa de só hoje ter terminado esta crónica do caminho a Fátima 2012.  

Até à próxima!

Para ver as fotos desta Etapa Cliquem -  AQUI


1 comentário:

  1. Para a próxima também quero ir, mas só se houver bifanas e mines! ;p

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